Para o correto tratamento de Dor é fundamental efetuar um diagnóstico clínico.
A dor aguda pode ter um efeito protetor, alertando que algo não está bem do ponto de vista estrutural ou funcional. Pode ser um sinal de alarme após um traumatismo, inflamação, infeção, queimadura ou lesão interna de um órgão.
A dor crónica é geralmente definida como uma dor persistente ou recorrente, que perdura para além da cura de uma determinada lesão que lhe deu origem, ou que pode existir mesmo sem lesão aparente.
Desta forma estabelecem-se alterações fisiológicas estruturais complexas a nível do sistema nervoso que correspondem a processos de sensibilização periférica e ou central, traduzidos clinicamente por dor Neuropática.
Pretende-se em qualquer circunstância, que a dor seja adequadamente tratada, sendo a sua terapêutica considerada um dever ético e um critério de qualidade assistencial.
Múltiplas situações clínicas médico-cirúrgicas, podem vir a desenvolver dor crónica:
- Patologia da coluna / ráquis (ex. cervical, dorsal, lombo sagrada)
- Nevralgia pós herpética, Ciática, Síndrome complexo regional
- Cefaleias (dor de cabeça), dor facial
- Patologia médica osteoarticular e musculo esquelética, ombro, anca, joelho, de etiologia degenerativa, desportiva ou relacionada com artes performativas
- Dor pélvica
- Pós-cirurgia ou trauma
- Doença inflamatória, metabólica, neurológica ou degenerativa
- Doença oncológica, quimioterapia ou radioterapia